A herança da Belle Èpoque

Exposições Universais

Uma Exposição Universal é um evento mundial que engloba  temas que afetam uma vasta parcela da humanidade. Nelas, diversos países expõem suas inovações tecnológicas que proporcionam verdadeiras revoluções em diversos campos da atuação humana. O Bureau International des Expositions, órgão responsável pela organização de tais eventos, definiu, a partir do século XXI, que as exposições seriam realizadas de cinco em cinco anos, visto que exigem enormes investimento para a construção de estruturas enormes e notáveis. As principais atrações na Feira Mundial são os pavilhões nacionais, criado pelos países participantes. Na Expo 2000, em Hanôver, onde os países criaram sua própria arquitetura, o investimento médio foi de cerca de € 13 milhões.

As Exposições são um legado da Belle Èpoque, período otimista de grande desenvolvimento econômico e tecnológico europeu que precedeu a Primeira Guerra Mundial. O príncipe Alfred, marido da Rainha Victoria do Reino Unido, foi quem teve a iniciativa de realizar a primeira Grande Exposição, concretizada em Londres no ano de 1851. A edição mais conhecida do evento é a Exposição Universal de 1889, decorrida em Paris, França de seis de maio a 31 de outubro. A Torre Eiffel foi construída especialmente para essa ocasião em comemoração do centenário da Revolução Francesa. Estima-se que 28 000 000 (vinte e oito milhões) de pessoas visitaram a exposição.

 

A Exposição Universal do Rio de Janeiro

A comemoração do Centenário da Independência foi o momento adequado para o governo do presidente Epitácio Pessoa recuperar seu abalado prestígio naquele difícil ano de 1922. A imprensa leal ao governo procurou relatar, em detalhes, todos os momentos da grande festa do dia 7 de setembro. O tom das reportagens era exagerado e patriótico.

O presidente, na parte da manhã, acompanhou uma grande parada militar. Ao meio-dia, em todas as escolas primárias do país houve uma cerimônia de juramento de fidelidade e amor eternos à bandeira nacional. Na parte da tarde, uma verdadeira multidão se acotovelou à espera da inauguração da Exposição do Centenário, que finalmente ocorreu às 16 horas.

A Exposição era enorme para os padrões brasileiros. O visitante percorria 2.500 metros entre pavilhões descritos pela imprensa como “deslumbrantes monumentos arquitetônicos”. A entrada principal ficava na avenida Rio Branco. Foi construída uma “porta monumental” de 33 metros de altura. Na avenida das Nações se alinhavam os palácios e representações estrangeiras. Mais adiante, avistava-se a praça na qual se erigiam os palácios brasileiros, considerados “monumentos majestosos de nossa riqueza e de nossa capacidade de trabalho”.

Foram erguidos 15 pavilhões estrangeiros. Na área nacional havia os palácios de festas, dos estados, da música, das diversões, da caça e pesca e muitos outros. Alguns desses prédios ainda podem ser vistos nos dias de hoje.

A Exposição Universal durou até abril de 1923, e o número de expositores chegou a dez mil. Em setembro, o presidente Artur Bernardes fechou as comemorações do Centenário da Independência com uma nova parada militar na capital federal.

O governo federal procurou e conseguiu tirar proveito das comemorações. Mas a chama da crise política iria permanecer acesa por toda a década de 1920.


Fotos

  • Exposição Universal de 1851 (Londres)
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Predomínio de produtos manufaturados

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Prédio da Exposição Universal de Londres, 1851

 

  • Exposição Universal de 1889 (Paris)
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Divulgação da Exposição Universal de Paris em 1889

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Vista geral do complexo de pavilhões e museus

 

  • Exposição Universal de 1922 (Brasil)
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Pavilhão de caça e pesca da Exposição Universal no Rio de Janeiro, 1922

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Pavilhão de Estatística da Exposição Universal no Brasil, 1922

 


Fontes

A VIDA NAS TRINCHEIRAS

Antes que a Primeira Guerra Mundial acontecesse, as várias nações envolvidas neste conflito se preparavam com uma opulenta tecnologia militar. Dessa forma, quando a “Grande Guerra” eclodiu, em 1914, o tempo de movimentação das tropas durou muito pouco tempo. Estava claro que ambos os lados eram belicamente poderosos e que o menor avanço territorial só aconteceria ao custo de milhares de vidas.

Dessa forma, os soldados de ambos os lados passaram a cavar trincheiras de onde tentavam, ao mesmo tempo, se proteger e atacar. Geralmente, uma trincheira era aberta pela tropa e contava com cerca de 2,30 metros de profundidade, por dois metros de largura. No ponto mais alto, eram colocados sacos de areia e arames farpados que protegeriam os soldados das balas e dos estilhaços das bombas. Além disso, um degrau interno chamado “fire step” permitia a observação dos inimigos.

Para que as tropas inimigas não conseguissem conquistar uma trincheira em um único ataque, os soldados tinham o cuidado de não construí-las em linha reta. Trincheiras auxiliares e perpendiculares também eram construídas para que o tempo de reação a um ataque fosse ampliado. Apesar da proteção, uma bomba certeira ou uma rajada de tiros oportuna poderia deixar vários soldados feridos. As mortes repentinas e os ataques inesperados eram constantes.

Além do poder das armas, a própria trincheira era outra inimiga para os soldados que se amotinavam naquele espaço insalubre. Os mortos que se acumulavam nas trincheiras eram um grande chamariz para os ratos que se alimentavam da carne pútrida dos corpos. Entre as doenças usualmente contraídas nas trincheiras se destacavam a “febre de trincheira”, reconhecida por fortes dores no corpo e febre alta; e o “pé de trincheira”, uma espécie de micose que poderia resultar em gangrena e amputação.

Entre duas trincheiras inimigas ficava a chamada “terra de ninguém”, onde arame farpado e corpos em decomposição eram bastante recorrentes. A presença naquele território era bastante arriscada e só acontecia pelo uso de frentes muito bem armadas. Geralmente, um soldado assumia várias funções no campo de batalha, tendo suas forças utilizadas para o combate, a manutenção das tropas, o apoio reserva e nos terríveis dias que passavam na própria trincheira.

Mais que uma simples estratégia militar, as trincheiras representavam intensamente os horrores vividos ao longo da Primeira Guerra Mundial. Submetidos a condições de vidas extremas, milhares de soldados morreram em prol de um conflito em que a competição imperialista era sua razão maior. Pela primeira vez, a capacidade dos homens matarem atingiu patamares que abalavam aquela imagem de razão e prosperidade que justificava o capitalismo monopolista.

FONTE : http://brasilescola.uol.com.br/historiag/a-vida-nas-trincheiras.htm

Escravidão, abolir ou não?

No século XIX viveu uma ebulição em torno da questão da escravidão. A Revolução Industrial iniciada na segunda metade do século XVIII na Inglaterra já passava a modificar os parâmetros sociais e econômicos e, por isso, a abolição a escravidão– tanto pela Inglaterra como pelas demais nações do mundo – está diretamente relacionada ao processo de industrialização. A Inglaterra como principal potência econômica da época, alem de induzir a abolição da escravidão em seu país -não de fato- queria também abolir em outros países que, com essa mudança, a beneficiariam de forma significante em seu processo de industrialização. 

O Brasil foi um deles. Com uma mão-de-obra escrava tão fortalecida no país, a Inglaterra percebeu que o dinheiro investido nesse tráfico, poderia ser trocado pelo o investimento em máquinas ou em outros meios de industriais fabricado por ela, logo, fortalecendo ainda mais esse movimento que já esta fortemente intensificado. Mas, daria certo colocar o negro objetificado no mercado de trabalho tão repentinamente? 

A resposta seria não. Apesar de todas questões humanitárias relacionadas a escravidão, economicamente o Brasil não iriam suportar essa baque. A escravidão vai alem do trabalho braçal, esta ligado também a superioridade do homem branco sobre os negros e a objetificação desse povo. O negro não conseguiria adentrar normalmente em uma sociedade branca com pensamentos tão enraizados em relação a essa superioridade. 

Além disso, o Brasil abolindo a escravidão, que era o basilar da economia nacional, iria passar a depender completamente da Inglaterra para recomeçar do zero suas estruturas econômicas atrasando ainda mais esse meio. 

Com isso, naquele momento, abolir a escravidão não seria a melhor escolha para o crescimento do país que dependia tão fortemente desse tipo de trabalho.

 

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Fonte:http://www.infoescola.com/historia/abolicao-da-escravidao-pela-inglaterra   Acessado em 23 de Fevereiro de 2017

Os processos revolucionários na América Espanhola

Durante o estudo do capítulo 11 de nosso livro didático, pudemos contemplar os processos revolucionários na América, mais especificamente nos então Estados Unidos, México, Colômbia e Argentina.

Novamente, deparamo-nos com a convergência de dois conceitos previamente estudados: revolução e independência.

Trazemos, neste post, o artigo “Revolução e independências: notas sobre o conceito e os processos revolucionários na América Espanhola”, escrito pela historiadora Maria de Fátima Silva Gouvêa.

Link para a leitura do artigo em PDF:

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A Independência do Brasil: interprete

MUDAR PARA PERMANECER

A Independência do Brasil, o Primeiro Reinado e o período Regencial foram marcados por vários conflitos. O processo de Independência do Brasil foi articulado pelas elites conservadoras e pelos latifundiários escravocatas, que queriam a independência em relação a Portugal, mas sem abrir mão de seu poder político e econômico.

A aliança política com dom Pedro I foi efêmera. Em 1823, os projetos políticos entraram em choque: dom Pedro I representava o modelo de poder absolutl, aos moldes do Antigl Regime, e os latifundiários do Brasil não aceitavam mais ficar de fora das decisões políticas, pois queriam participar da elaboração e da aprovação de leis, por exemplo, além de não concordarem com o Poder Moderador, que dava ao imperador prerrogativas ilimitadas.

O comportamento autoritário do imperador contribuiu para que a sua relação com a elite, com as camadas médias e populares ficasse desgastada, principalmente nas capitais de províncias. A crisd culminou com a perda do comando do Exército, e dom Pedro I não teve outra senão abdicar do trono brasileiro.

Para a elite agrária brasileira, a abdicação de dom Pedro I não significou necessariamente a ascenção ao poder. Durante a Regência as váriss revoltas populares clamavam tambm por maior participação política. Nesse conturbado cenário político não houve, portanto, espaço para conquistas populares. Guerras e negociações garantiram somente a manutenção do status quo: o poder nas mãos da elite, a escravização e a dependência do mercado externo.

 

Texto extraído da coleção “Ser Protagonista”: Edições SM. 2014. 1. ed. – São Paulo. Vários autores. (página 452).

 

Jovem Capitão de cavalaria

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Antônio de Sousa Netto um dos líderes da Guerra dos Farrapos e proclamador da República Rio-Grandense, em 11 de setembro de 1836, e comandante da Vanguarda do Exército de Osório na invasão do Paraguai e de atuação destacada na vitória brasileira em Tuiuti, em 24 de maio de 1866, a maior batalha campal da América do Sul . Comandante da primeira brigada de cavalaria .

O Movimento Farroupilha, organizado e dirigido por Bento Gonçalves da Silva, encontrou Antônio de Souza Neto já preparado para a defesa dos direitos e liberdades do Rio Grande. O comandante  decidiu pelo início da Revolução Farroupilha em 18 de setembro de 1835. Organizou, junto com José Neto, Pedro Marques e Ismael Soares da Silva, o corpo de cavalaria farroupilha. que um ano mais tarde se destacaria nos Campos do Seival, derrotando o grande cabo de guerra imperial general João da Silva Tavares e proclamando a República Rio-Grandense, livre e independente, para livrar o povo rio-grandense, consequentemente General. Foi o maior cavaleiro e tornou-se o maior líder de combate da Cavalaria da República.

http://www.ahimtb.org.br/gensouzanetto.htm

Revolução Farroupilha