Escravidão, abolir ou não?

No século XIX viveu uma ebulição em torno da questão da escravidão. A Revolução Industrial iniciada na segunda metade do século XVIII na Inglaterra já passava a modificar os parâmetros sociais e econômicos e, por isso, a abolição a escravidão– tanto pela Inglaterra como pelas demais nações do mundo – está diretamente relacionada ao processo de industrialização. A Inglaterra como principal potência econômica da época, alem de induzir a abolição da escravidão em seu país -não de fato- queria também abolir em outros países que, com essa mudança, a beneficiariam de forma significante em seu processo de industrialização. 

O Brasil foi um deles. Com uma mão-de-obra escrava tão fortalecida no país, a Inglaterra percebeu que o dinheiro investido nesse tráfico, poderia ser trocado pelo o investimento em máquinas ou em outros meios de industriais fabricado por ela, logo, fortalecendo ainda mais esse movimento que já esta fortemente intensificado. Mas, daria certo colocar o negro objetificado no mercado de trabalho tão repentinamente? 

A resposta seria não. Apesar de todas questões humanitárias relacionadas a escravidão, economicamente o Brasil não iriam suportar essa baque. A escravidão vai alem do trabalho braçal, esta ligado também a superioridade do homem branco sobre os negros e a objetificação desse povo. O negro não conseguiria adentrar normalmente em uma sociedade branca com pensamentos tão enraizados em relação a essa superioridade. 

Além disso, o Brasil abolindo a escravidão, que era o basilar da economia nacional, iria passar a depender completamente da Inglaterra para recomeçar do zero suas estruturas econômicas atrasando ainda mais esse meio. 

Com isso, naquele momento, abolir a escravidão não seria a melhor escolha para o crescimento do país que dependia tão fortemente desse tipo de trabalho.

 

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Fonte:http://www.infoescola.com/historia/abolicao-da-escravidao-pela-inglaterra   Acessado em 23 de Fevereiro de 2017

Os processos revolucionários na América Espanhola

Durante o estudo do capítulo 11 de nosso livro didático, pudemos contemplar os processos revolucionários na América, mais especificamente nos então Estados Unidos, México, Colômbia e Argentina.

Novamente, deparamo-nos com a convergência de dois conceitos previamente estudados: revolução e independência.

Trazemos, neste post, o artigo “Revolução e independências: notas sobre o conceito e os processos revolucionários na América Espanhola”, escrito pela historiadora Maria de Fátima Silva Gouvêa.

Link para a leitura do artigo em PDF:

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A Independência do Brasil: interprete

MUDAR PARA PERMANECER

A Independência do Brasil, o Primeiro Reinado e o período Regencial foram marcados por vários conflitos. O processo de Independência do Brasil foi articulado pelas elites conservadoras e pelos latifundiários escravocatas, que queriam a independência em relação a Portugal, mas sem abrir mão de seu poder político e econômico.

A aliança política com dom Pedro I foi efêmera. Em 1823, os projetos políticos entraram em choque: dom Pedro I representava o modelo de poder absolutl, aos moldes do Antigl Regime, e os latifundiários do Brasil não aceitavam mais ficar de fora das decisões políticas, pois queriam participar da elaboração e da aprovação de leis, por exemplo, além de não concordarem com o Poder Moderador, que dava ao imperador prerrogativas ilimitadas.

O comportamento autoritário do imperador contribuiu para que a sua relação com a elite, com as camadas médias e populares ficasse desgastada, principalmente nas capitais de províncias. A crisd culminou com a perda do comando do Exército, e dom Pedro I não teve outra senão abdicar do trono brasileiro.

Para a elite agrária brasileira, a abdicação de dom Pedro I não significou necessariamente a ascenção ao poder. Durante a Regência as váriss revoltas populares clamavam tambm por maior participação política. Nesse conturbado cenário político não houve, portanto, espaço para conquistas populares. Guerras e negociações garantiram somente a manutenção do status quo: o poder nas mãos da elite, a escravização e a dependência do mercado externo.

 

Texto extraído da coleção “Ser Protagonista”: Edições SM. 2014. 1. ed. – São Paulo. Vários autores. (página 452).

 

Jovem Capitão de cavalaria

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Antônio de Sousa Netto um dos líderes da Guerra dos Farrapos e proclamador da República Rio-Grandense, em 11 de setembro de 1836, e comandante da Vanguarda do Exército de Osório na invasão do Paraguai e de atuação destacada na vitória brasileira em Tuiuti, em 24 de maio de 1866, a maior batalha campal da América do Sul . Comandante da primeira brigada de cavalaria .

O Movimento Farroupilha, organizado e dirigido por Bento Gonçalves da Silva, encontrou Antônio de Souza Neto já preparado para a defesa dos direitos e liberdades do Rio Grande. O comandante  decidiu pelo início da Revolução Farroupilha em 18 de setembro de 1835. Organizou, junto com José Neto, Pedro Marques e Ismael Soares da Silva, o corpo de cavalaria farroupilha. que um ano mais tarde se destacaria nos Campos do Seival, derrotando o grande cabo de guerra imperial general João da Silva Tavares e proclamando a República Rio-Grandense, livre e independente, para livrar o povo rio-grandense, consequentemente General. Foi o maior cavaleiro e tornou-se o maior líder de combate da Cavalaria da República.

http://www.ahimtb.org.br/gensouzanetto.htm

Revolução Farroupilha 

O 18 de brumário de Luís Bonaparte

Décimo título da coleção Marx-Engels da Boitempo Editorial, O 18 de brumário de Luís Bonaparte traz a célebre análise de Karl Marx sobre o processo que levou da Revolução de 1848 para o golpe de Estado de 1851 na França. Escrito no calor dos fatos, entre dezembro de 1851 e fevereiro de 1852, teve sua primeira publicação em maio de 1852, com o título Der 18te Brumaire des Louis Napoleon, na estreia da revista alemã Die Revolution. A tradução brasileira tem por base a segunda edição, revisada por Marx em 1869, em Hamburgo.

Nesse texto fundamental, o filósofo desenvolve o estudo do papel da luta de classes como força motriz da história e aprofunda a teoria do Estado, sobretudo demonstrando que todas as revoluções burguesas apenas aperfeiçoaram a máquina estatal para oprimir as classes. Embasado por essa observação, Marx propõe, pela primeira vez, a tese de que o proletariado não deve assumir o aparato existente, mas desmanchá-lo.

A publicação de O 18 de brumário de Luís Bonaparte é também enriquecida com um texto de Herbert Marcuse inédito em português, escrito para a edição de 1965 da editora Insel (Frankfurt). Nele, Marcuse fala, já sob a luz do século XX, sobre como a interpretação de Marx acerca do golpe de Napoleão III antecipa a dinâmica posterior da sociedade: “Como se chegou a essa situação em que a sociedade burguesa só pode ainda ser salva pela dominação autoritária, pelo exército, pela liquidação e traição das suas promessas e instituições liberais? (…) Isso é cômico, mas a própria comédia já é a tragédia, na qual tudo é jogado fora e sacrificado. Tudo ainda é século XIX: passado liberal, pré-liberal”.

Mesmo diante da conversão da irracionalidade em razão dominante e em face da derrota daqueles que se sublevaram nos anos seguintes ao terceiro Napoleão – como na Comuna de Paris, em 1871 –, Marx manteve a esperança para os desesperançados. E, como lembra Ruy Braga na orelha do livro, “no momento em que variantes democráticas ‘bonapartistas sui generis’ despertam do pesadelo neoliberal na América Latina, nada melhor do que redescobrir a obra que sedimentou as bases de todo um precioso debate político e acadêmico.”

A ilustração de capa, na qual Marx pisa displicentemente no retrato de Luís Napoleão, é de autoria de Gilberto Maringoni. A publicação foi traduzida por Nélio Schneider e vem ainda acompanhada de um índice onomástico das personagens citadas no texto principal e de uma cronobiografia resumida de Marx e Engels – que contém aspectos fundamentais da vida pessoal, da militância política e da obra teórica de ambos –, com informações úteis ao leitor, iniciado ou não na obra marxiana.

Germinal

 

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GERMINAL. Direção de Claude Berri, 1993, 160 MIN.

O filme retrata o processo de produção e o trabalho no modelo capitalista, mostrando os opostos entre as necessidades humanas e materiais. Se passa na França no século XIX, e é baseado no romance de Émile  Édouard e Charles Antoine Zola.  Ele aborda os movimentos grevistas de um grupo de mineiros no Norte da França, e mostra a vida dos trabalhadores em uma mina. Todos os membros das famílias trabalham desde de crianças até os mais idosos, pois precisam dos míseros salários para conseguirem a subsistência de todos.Explorados pela aristocracia burguesa, que dava condições miseráveis para seus empregados, eles decidem  realizar uma greve e se rebelam contra seus chefes.

Disponível em: http://meuartigo.brasilescola.uol.com.br/sociologia/resenha-filme-germinal-1.htm. Acesso em 06/10/2016

 

 

 

O que foi a Revolução Industrial?

Basicamente a Revolução Industrial designa um processo de profundas transformações econômico-sociais que se iniciou principalmente na Inglaterra. Em meados do século XVIII. Caracteriza-se pela passagem da manufatura à indústria mecânica. A introdução de máquinas fabris multiplica o rendimento do trabalho e aumenta a produção global. A Inglaterra adianta sua industrialização em 50 anos em relação ao continente europeu e sai na frente na expansão colonial. Entre as principais características da sociedade industrial, podemos citar: a organização das mais diversas atividades humanas pelo capital; a predominância da indústria na atividade econômica e o crescimento da urbanização. Vários historiadores têm dividido o processo de criação das sociedades industriais em duas fases, a primeira com duração de 1760 a 1860 e a segunda iniciada por volta de 1860. Com essa revolução surgiram também novas formas de energia, como a eletricidade e os combustíveis derivados do petróleo. A velha Europa agrária foi se tornando uma região com cidades populosas e industrializadas. Com tempo, a Revolução Industrial influenciou profundamente a vida de milhões de pessoas em todas as regiões do planeta.

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A Revolução Industrial Inglesa na visão do autor Eric Hobsbawm

Sempre houve um debate entre os historiadores sobre a data em que começou a Revolução Industrial, mas o autor Eric J. Hobsbawm defende a data de 1780, para o que ele mesmo chamou da maior evolução histórica do mundo. O termo Revolução Industrial nada mais é do que uma referência à grande mudança tecnológica nos meios de produção da sociedade inglesa, a partir dessa mudança surge uma relação entre o novo termo da época, “capital”, e o novo método de produção que foi adotado. Estas novas formas de produção passaram a agricultura para um segundo plano, fazendo com que a mesma deixasse de ser a base da economia, uma vez que esse espaço deixado pela agricultura fora ocupado pelo trabalho de máquinas que facilitavam a acumulação de capital. A Revolução Industrial acabou por centralizar o processo de produção nas mãos de uma única pessoa, o patrão, que tinha por objetivo principal o lucro.

Neste novo modelo produtivo os trabalhadores tinham por funções o controle de máquinas, trabalho que ficou conhecido como maquinofatura. O aumento das cidades foi primordial para essa mudança, já que com um número maior de possíveis compradores, principalmente de produtos têxteis, que tinham um processo de produção lento, assim como também se faziam necessárias maiores quantidades de alimentos, bebidas, cerâmicas e demais produtos de uso doméstico, acabaram surgindo as primeiras indústrias. Entre as novas indústrias, a que mais se destacou foi a do algodão, uma das principais matérias primas dos ingleses, que era trazida das colônias. A partir dela surgiram novas tecnologias, como a máquina de fiar, o tear movido à água, a fiadeira automática e logo depois a máquina de fiar a motor.

Assim, para Hobsbawm a Revolução Industrial foi mais do que o desenvolvimento tecnológico na produção de algodão, sendo que ela potencializou outras revoluções que viriam posteriormente. No âmbito socioeconômico, a Grã-Bretranha, vivia uma época propensa a isto, pois ela tinha suporte agrícola para sustentar o mercado britânico, suas indústrias e ainda outras cidades. Para ele a Revolução de 1780 foi o início da maior revolução que aconteceria no mundo todo, ao qual hoje é reflexo no que se sucedeu naquele tempo.

Com o crescimento da indústria algodoeira a Inglaterra conseguiu acumular o capital necessário para a sua revolução. Outros fatores também tiveram seu grau de importância para a Revolução Industrial, como os investimentos que acabaram por aumentar a demanda por ferro, e principalmente o investimento estrangeiro na Inglaterra.

O autor salienta o papel importante da mão de obra no processo de industrialização, e como essas mudanças afetaram a vida dessas pessoas que tiveram que mudar suas rotinas, mudando o seu modo de trabalho braçal, o que provocou um deslocamento da população rural para as cidades. Essa aglomeração de pessoas nas cidades, ou seja, em torno das fábricas, significava para os industriais mão de obra barata. Gerando um círculo vicioso de desigualdades.

Diante dessa situação a Grã-Bretanha conseguiu prosperar no mercado, uma vez que sua agricultura tinha porte para demandar bastante produto de modo que a indústria alavancasse e pudesse dar um estirão na classe das produções e vendas. Os proprietários por sua vez, já acostumados com a compra do produto barato e a sua revenda cara, já tinham em mente a superprodução de obra-prima para as indústrias.

Conclui-se que, a base da Revolução Industrial foi fortemente construída pela a mão de obra e pelo povo principalmente. E nos faz rever a forma como idealizamos essa revolução apenas nas máquinas criadas. O povo fez a revolução junto com as máquinas e nos afirma sua presença com a criação da classe operária e como isso influencia em todo o processo do capitalismo.

Fontes de pesquisa

superjanelaeconomica.com/ Acessado 27/09/2016